Início Biografia Baby & Pepeu Novos Baianos
 
Discografia Solo


O que vier eu traço [1978]


Pra Enlouquecer! [1979]


Ao Vivo em Mountreux [1980]


Juntos de Novos [1981]


Canceriana Telúrica [1981]


Cósmica [1982]


Esperando Você [1983]


Kryshna Baby [1984]


Sem Pecado e Sem Juízo [1985]


Ora Pro Nobis [1991]


Um [1997]


Acústico [1998]


Ano 2000 [2000]


Exclusivo para Deus [2000]


Geração Guerreiros do Apocalypse [2012]


Baby Sucessos [2015]


Discografia Paralela [...]










 



Biografia escrita por João Rossi

Os Novos Baianos marcaram a música popular brasileira e até o rock brasileiro dos anos 70, utilizando-se de vários ritmos musicais brasileiros, que vão de bossa nova, frevo, baião, chorinho, afoxé ao rock n' roll. Influenciados pela contracultura e pela emergente Tropicália, O grupo lançou oito trabalhos antológicos. Contava com Moraes Moreira (compositor, vocal e violão), Baby Consuelo (vocal), Pepeu Gomes (Guitarra), Paulinho Boca de Cantor (vocal), Dadi (baixo), Luiz Galvão (letras) entre outros.

A história do grupo começou em 1969, com o espetáculo "O Desembarque dos Bichos Depois do Dilúvio Universal", no Teatro Vila Velha, em Salvador/ Bahia. Foi lá que se apresentaram pela primeira vez juntos. Se apresentaram Luiz Galvão (agrônomo formado), Paulinho Boca de Cantor (ex-crooner da "Orquestra Avanço") Moraes Moreira (o popular nas noites de Salvador) Baby Consuelo (a única não-baiana do grupo, pois era niteroiense) e Pepeu Gomes.

Moraes Moreira foi apresentado a Tom Zé, que era amigo de Galvão . Baby Consuelo conheceu os dois (Moraes e Galvão) em um bar de Salvador, quando fugiu de casa aos 17 anos. Mais tarde, Paulinho Boca de Cantor conheceu os três, e se uniu a eles.

Dos membros que formariam o grupo mais tarde, apenas Pepeu Gomes era músico, e havia passado por diversas bandas. Nas apresentações em palco e gravações, o grupo era inicialmente pelo um quarteto Moraes, Baby e Paulinho nos vocais, enquanto Galvão fazia mímicas no palco. Na época os conjuntos que continham acima de três integrantes não eram bem vistos, por isso Galvão fazia as mímicas, já que era o principal letrista da banda. Os Novos Baianos ainda eram acompanhados pela banda de Pepeu Gomes, o grupo Os Leifs, que mais tarde teve seu nome mudado para Conjunto A Cor do Som. Os integrantes eram: o baixista Dadi, o baterista/ percussionista Baxinho, o guitarrista Pepeu Gomes e seu irmão baterista, Jorginho Gomes.

Pepeu Gomes se casou com a vocalista da banda, Baby Consuelo, e é incorporado definitivamente ao grupo e, ao lado de Moraes Moreira, colabora de maneira como arranjador musical do grupo.

Em 1969 se inscreveram para o V Festival de Música Popular Brasileira com a canção "De Vera". A origem do nome surgiu em decorrência a uma apresentação na Rede Record, quando ainda sem nome definido para o grupo, o coordenador do festival, Marcos Antônio Riso gritou "Chama aí esses novos baianos!". Os Novos Baianos nunca foram controlados por gravadoras e empresários, tanto que, quando foram para São Paulo, se apresentaram em diversos programas de televisão, extrapolando o tempo previsto.

O primeiro empresário do grupo foi Marcos Lázaro, e a primeira gravadora foi a RGE, onde lançaram um compacto simples, "De Vera"/"Colégio de Aplicação", e no ano de 1970 o primeiro long play, titulado de "É Ferro na Boneca", que além de trazer as canções do compacto e uma grande mistura de gêneros, foi tema dos filmes "Caveira My Friend" e "Meteorango Kid". Apesar de tudo, o número de cópias vendidas do disco não foi tão extensa, já que trazia um estilo mais rock. Com a desclassificação de "Vera" do Festival da Record, Os Novos Baianos resolveram seguir para o Rio de Janeiro. Lá, moravam todos juntos em quatro cômodos, o que fazia com que o entrosamento entre os músicos fosse muito grande.

Em 1971, gravaram o segundo compacto simples, "Volta que o Mundo dá", e receberam a visita de João Gilberto, que viria a influenciá-los com o samba. Após a grande fusão de gêneros brasileiros, sugerida por João Gilberto, e a guitarra de Pepeu Gomes, surgiu o mais consistente e lembrado disco do grupo, "Acabou Chorare" (1972), pela Som Livre; considerado o melhor álbum brasileiro da história segundo a revista Rolling Stone. O segundo disco mescla guitarra elétrica, baixo e bateria com cavaquinho, chocalho, pandeiro e agogô.

Em Jacarepaguá, alugaram um sítio apelidado de "Cantinho do vovô". Viviam de forma quase anárquica em pleno regime militar. Em uma nova gravadora, a Continental, lançam seu terceiro álbum de estúdio, "Novos Baianos F.C." (1973), com inovações rítmicas e líricas. O disco ganhou um filme homônimo de Solano Ribeiro. Os Novos Baianos se mudam novamente, desta vez para uma fazenda em São Paulo, a convite de um executivo da Continental. Lá gravaram o quarto disco, "Novos Baianos" (1974), mais conhecido por Alunte. O disco não vendeu tanto quanto os anteriores, o que levou ao desentendimento com a gravadora. A crise começou e Moraes Moreira, principal compositor da banda, resolveu partir para a carreira solo.

Desfalcados de Moraes Moreira, compositor principal ao lado de Galvão, o grupo faz de Pepeu Gomes o exemplo instrumental. O disco seguinte, "Vamos pro Mundo", foi lançado ainda em 1974 pela Som Livre e tinha como foco as faixas instrumentais em choro, baião e samba.

Em 1976, o grupo assina seu contrato mais longo, de dois anos com a gravadora Tapecar. O primeiro álbum na gravadora, !Caia na Estrada e Perigas Ver" (1976), investiu no samba, rock e Pandeiro e "Brasileirinho" de Waldir Azevedo.

Em 1977 lançara "Praga de Baiano", já enfraquecidos pelo processo inicial das carreiras solo de Paulinho, Pepeu e Baby. O disco trazia o trio elétrico, frevo, e bastante música instrumental. Tornaram-se atração dos trios-elétricos, e Baby Consuelo foi a primeira cantora desse tipo de evento.

O último trabalho, "Farol da Barra" (1978), pela CBS, homenageia os compositores Ary Barroso e Dorival Caymmi, regravando "Isto Aqui O Que É?", e "Lá Vem a Baiana". O principal destaque do disco era a faixa-título, uma parceria entre Galvão e Caetano Veloso. No ano seguinte o grupo encerra suas atividades.

Em 1979 gravaram o último compacto, "Trio Elétrico Novos Baianos".

Em 1987, Baby, Pepeu e Paulinho se reuniram em uma apresentação única no Teatro Castro Alves.

Em 1990, a reunião completa de Baby, Paulinho, Pepeu e Moraes Moreira aconteceu em um trio elétrico nas ruas de Salvador. Nesse mesmo ano, Pepeu e Moraes gravam um trabalho juntos. A banda também se reuniu em meados da década de 1990 para uma apresentação com Marisa Monte, que apoiou o retorno do grupo aos estúdios.

Em 1997, o grupo reúne sua formação original e lançam o disco duplo ao vivo, "Infinito Circular", com canções inéditas e sucessos.

Em 2009, durante o carnaval de Salvador, se reuniram novamente Paulinho, Baby e Pepeu para duas apresentações abordo do trio elétrico intitulado "Os Novos Baianos". A banda percorreu o circuito do Campo Grande até a Praça Castro Alves arrastando inúmeros fãs . O trio contou, ainda, com a participação das filhas de Baby, o ex-grupo "SNZ", e de seu filho Pedro Baby. Também em 2009 o grupo se apresentou na Virada Cultural, no palco localizado na Avenida São João em São Paulo. O show foi visto por um milhão de pessoas no Domingo. A apresentação contou com Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Luis Galvão e Paulinho Boca de Cantor, da formação clássica. Moraes Moreira não tem se apresentado mais com o grupo Novos Baianos.



Abaixo, fotos dos Novos Baianos:

































































 

 

Discografia com
Novos Baianos


É Ferro na Boneca [1970]


Compacto Duplo [1971]


Novos Baianos + Baby Consuelo no
Final do Juízo [1971]


Acabou Chorare [1972]


Novos Baianos FC [1973]


Novos Baianos [1974]


Vamos pro Mundo [1974]


Caia na estrada e perigas ver [1976]


Praga de Baiano [1977]


Farol da Barra [1978]


Trio Elétrico Novos Baianos [1979]


Infinito Circular [1997]






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Site Fã Nãna Shara

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